Cremers foi o primeiro a questionar a resolução sobre telemedicina

O Conselho Federal de Medicina divulgou no dia 3 de fevereiro a polêmica Resolução 2.227/18, autorizando que os médicos brasileiros poderiam realizar consultas online, assim como telecirurgias e telediagnóstico, entre outras formas de atendimento médico à distância. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União no dia 6 de fevereiro.

A medida do CFM provocou forte reação de Conselhos Regionais, como o Cremers, que foi o primeiro a manifestar publicamente, por nota em suas redes sociais, sua contrariedade com aspectos da resolução e, em especial, pela falta de uma discussão mais profunda, mais democrática.

O presidente Eduardo Trindade concedeu inúmeras entrevistas aos meios de comunicação. Frisou que o Cremers não participou da elaboração do texto e que teria críticas e sugestões para aperfeiçoar a resolução.

Diante da reação de inúmeras entidades médicas em todo o país, o CFM aceitou rediscutir a resolução, proposta aceita com ressalvas pelo presidente do Cremers, conforme ele deixou claro em suas manifestações à imprensa.

“O melhor a fazer, o mais sensato, seria mesmo revogar a resolução e elaborar outra com participação maior dos médicos e de suas entidades representativas”, resumiu Trindade, que acabou vendo sua ideia sendo colocada em prática pelo Conselho Federal de Medicina no dia 22 de fevereiro.